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março 17, 2014

"O" bolo de caipirinha!

Há um bom tempo não escrevo por aqui e para celebrar este momento com sabor e carinho, escolhi a mais nova gostosura: Bolo de caipirinha.
Simples de fazer e delicioso, combina com o clima todo verde e amarelo do nosso país, pois homenageia a bebida brasileira mais globalizada que temos.
Sim, este bolo é exclusivo para adultos. Se quiser prepará-lo para a moçadinha que gosta do sabor de limão, basta tirar a cachaça da produção e pronto!
Esta receita fez tanto sucesso que compartilho por aqui e com vontade de preparar outro!
Aproveite o final de semana de encontro com amigos, daquele churrasco tão querido entre todos e sirva esta sobremesa bem gelada e com a cara do Brasil.

Segue a receita:

Bolo de caipirinha

Ingredientes:

MASSA
1 xícara (chá) de açúcar (160g)
1 e ½ xícara (chá) de farinha de trigo (165g)
5 ovos (cerca de 300g)

RECHEIO
Suco de 2 limões
1 xícara (chá) de leite (200ml)
2 colheres (sopa) de açúcar (30g)
1 colher (sopa) de amido de milho (25g)
3 gemas (cerca de 60g)
1 xícara (chá) de creme de leite fresco, gelado (200ml)

CALDA
¾ xícara (chá) de água (150ml)
½ xícara (chá) de cachaça (100ml)
¾ xícara (chá) de açúcar (142,5g)

MERENGUE ITALIANO
1 xícara (chá) de açúcar (190g)
3 claras (cerca de 120g)
½ xícara (chá) de água (100ml)

Modo de preparo:


MASSA

Na batedeira, bata o açúcar com os ovos até triplicar o volume e formar picos firmes. Sem bater, junte delicadamente a farinha de trigo previamente peneirada. Despeje na fôrma untada e enfarinhada e asse no forno preaquecido. Utilize frio.

RECHEIO

Leve ao fogo os 5 primeiros ingredientes, mexendo sempre até engrossar. Reserve até esfriar completamente. Bata o creme de leite em ponto de picos moles e junte delicadamente ao creme de limão. Reserve.

CALDA

Leve ao fogo os 2 primeiros ingredientes e ferva até obter uma calda em ponto de fio fraco. Fora do fogo junte a cachaça. Utilize gelada.

MERENGUE ITALIANO

Ferva o açúcar com a água até obter uma calda em ponto de fio forte. Despeje de uma só vez sobre as claras em neve, com a batedeira ligada, e continue batendo na velocidade máxima até esfriar. Utilize.

MONTAGEM:
Corte a massa em 3 camadas e, na fôrma em que o bolo foi assado, coloque uma camada de massa, umedeça com a calda, espalhe metade do recheio e repita a operação finalizando com a última camada de massa umedecida com a calda. Leve à geladeira por cerca de 3 horas. Desenforme e com o auxilio de um saco de confeitar com bico perlê grande, faça picos de merengue sobre o bolo e queime levemente com o maçarico. Sirva bem gelado.




janeiro 07, 2014

Para tudo acabar em pizza

Mussarela de búfala, tomate e manjericão
Ultimamente tenho vivido o reverso do significado de “acabar em pizza”. Os melhores momentos dos últimos tempos tem sido em torno da redonda.
São apenas 4 xícaras de farinha, 2 copos de água, 2 colheres de açúcar, sal e 50 gramas de fermento, misturados com 3 colheres de óleo e/ou azeite; que bem recheado agrada a todos. E como tem agradado!
Começou com a temporada das aulas de pizzaiolo que ministrei por 3 intensos meses. Foi uma fase, como tantas que um cozinheiro passa na jornada das panelas. Tive fases de cozinha mexicana, de massa folhada, de sobremesas montadas como jóias, de geleias... hoje estou na fase das pizzas.
E sabe como é: uma coisa leva a outra e já estou devendo pizza para um monte de amigos.
Engraçada a simbologia de agregar em torno de um disco de pizza. Aquilo que tem uma conotação negativa onde “tudo acaba em pizza” desta vez, eu estou grata por acabar mesmo.
Portuguesa
Tudo que é bom e positivo tem acabado em pizza para mim nesta fase: encontro com amigos, papo com família e fazer pizza tornou-se um hábito.
Fazer sua pizza é mais legal ainda. Afinal você manda no recheio. Porque não tentar?
Nada que uma pia limpa e um rolo de massa não resolvam seu problema.
Calabresa
Você irá usar:
50 gr. de fermento fresco dissolvido em 2 copos de água na temperatura ambiente;
Em seguida coloque 2 colheres de sopa de açúcar e 3 colheres de óleo que poderão ser substituídas por azeite.
Misture bem e coloque 4 xícaras de farinha de trigo e uma pitada generosa de sal. Depois de misturar bem, deixe repousar por 20 minutos a meia hora, dependendo do clima do dia. Como está muito quente, 20 minutos é suficiente.
Numa superfície com farinha, sove esta massa e a divida em três bolas, que lhe darão 3 discos de pizza respectivamente.
A massa desgruda das mãos, porém quanto menos farinha colocar melhor. Unte as formas e abra seus discos.
Eu gosto de fazer borda. Já recheei e tudo; porém o que gosto mais é de colocar gergelim e assar.

Marguerita
Minha pizza preferida é a tão famosa Marguerita: mussarela, tomate e muito manjericão. Porém o sabor fica por sua conta e criatividade.

O único inconveniente de fazer tanta pizza, porque sim: vira moda entre os seus amigos, é enjoar! Mas como é muito difícil recusar uma pizza bem feita, com uma massa fininha e leve, assada num bom forno a lenha; esse enjoo todo passa rapidinho. Acaba em pizza! Com boas risadas, com carinho e reconhecimento desta linda arte de agregar sabor a um simples disco de massa.
Banana com canela

novembro 04, 2013

Strogonoff aconchegante

Num mundo onde qualquer alimento, e até água tem rótulos “gourmet”,  nada como comer algo sem a pretensão de tornar-se a “salada gourmetizada”, sem personalidade e mais uma figurinha fácil do maravilhoso mundo gourmet.
Não, não é uma revolta com aquilo que carrega o conceito gourmet (mesmo que deturpado) e sim uma valorização do que nos preenche sem cansar: a refeição despretensiosa.
Na contramão de conceitos gourmet, resolvi escrever sobre aquilo que surpreende meu estômago e me enche de contentamento: a comida confortável. Aquela refeição que se torna um evento gostoso e sem a pressão de ter que ser perfeito ou inusitado para nos surpreender e alcançar enfim o patamar gourmetizado da vida.
Tudo que é demais cansa...e isso funciona para as comidas também. Sal do Himalaya, aceto balsâmico reduzido com as berryes do local X Y Z...tudo isso é delicioso, porém com grande potencial de tornar-se terrivelmente cansativo. Visto que nosso cotidiano está repleto de “origem gourmet”.
Existem clássicos que não devem e nunca deverão estar num degrau gourmet da fama: arroz com feijão, almondegas boiando no molho da vovó, bolo de cenoura, escarola refogada com batatas e o maravilhoso, o espetacular strogonoff!
Estas comidas pertencem ao imaginário coletivo da “comida de casa”. Aquela que sua avó, sua mãe, sua tia; todas elas preparavam no dia a dia, no domingão em casa para servir 2, 3, 10 pessoas!
Toda vez que eu como strogonoff penso nisso. Ô produção carregada de aconchego! Tem cara de domingo na casa da minha avó, tem cara de bate papo com a amiga que ama o prato, tem cara de comida para dois sem ter que fazer um mundo de sujeira na cozinha, tem cara de comida rápida e caseira (fora da caixa fast)...tem cara de casa!
Tão pop que é, até já escrevi sobre ele em outros carnavais. Lembro-me que ilustrei bem suas diferenças: temos o clássico de carne, tem o popular e delicioso de frango, tem o de camarão e até vegetariano.
Se você quer variar ao invés do arroz branco, sirva dentro do pãozinho italiano como fiz várias vezes já; ou só coma com grandes pedaços de batata. É bom demais! Particularmente falando, melhor ainda com muito molho! Aquela mistura impecável de creme de leite e tomate. Não tem como ser ruim uma coisa desta.
A receita original leva molho de tomate delicadamente misturado em creme de leite. Sim, deve dar uma leve talhada, quase imperceptível...e eu não sou louca. Esta “leve talhada” acontece em segundos bem administrados na panela e que conferem ao molho o ponto certo: nem talhado do tipo que não dá para comer e nem aguado demais (resultado da utilização correta/catedrática do creme de leite fresco). Uma boa dica é gelar o creme de leite muito bem, cerca de 20 min. no freezer e acrescentá-lo no final do preparo fora da chama do fogo e com o molho bem quente. Esta manobra técnica, confere uma cremosidade característica.
Para mim não importa se tem champignon em quantidade, se o molho é isso ou aquilo, se é o corte perfeito do mignon. Para mim o strogonoff perfeito é aquele que agarra na carne e não pinga do garfo.
Muitos não sabem que este prato tem origem russa. Podemos classificá-lo como russo pela característica de mistura molho de tomate + creme de leite= uma infinidade de pratos de origem Russa. 
"Mas qual é mesmo a origem do strogonoff e qual a sua receita verdadeira (ou original)? 
No livro francês L’Encyclopedie de la Cuisine (A Enciclopédia da Cozinha), ao apresentar a receita de Boeuf Strogonoff (ver receita), seus autores dizem que o “Strogonoff ou Stroganov é um clássico da cozinha russa, adaptado pela cozinha francesa”, e que a origem do nome tem duas explicações: (1) o prato leva o nome de uma rica família de comerciantes russos, os Stroganov, que tinham um cozinheiro francês, responsável pela criação do prato; (2) o nome vem simplesmente do verbo russo “strogat”, que significa cortar em pedaços (no caso, a carne).
Já a revista brasileira Gula, em reportagem sobre o “verdadeiro strogonoff” diz que o nome homenageia uma antiga família da cidade de Novgorod, perto de São Petersburgo, e que uma descendente desta família, Sophie Stroganoff (com a) morou em São Paulo. Segundo a revista, os Stroganoff, rica família de negociantes, participavam de um clube em que os chefs das cozinhas das famílias apresentavam suas criações culinárias. Numa dessas reuniões foi apresentado o Boeuf Stroganoff, receita simples à base de carne e creme de leite fresco. A receita apresentada pela revista foi elaborada pela cozinheira Lúcia Costa Passos, que aprendeu a prepará-la com Sophie Stroganoff.
E a história não pára por aí. De acordo com Eda Romio, em seu livro 500 anos de Sabor, “os soldados russos, no século XVI, levavam como ração para os campos de batalha barris com carne cortada em pedaços, coberta com sal grosso e aguardente, para que não apodrecesse. Quando iam comê-la, acrescentavam um pouco de gordura e creme azedo.
No final do século XIX, o chef francês Thierry Costet, trabalhando para nobres em Novogorod, acrescentou à mistura ingredientes europeus, como cogumelos, mostarda e páprica. Com a revolução de 1917, que terminou com a era dos czares no país, muitos russos foram para a Europa, onde o strogonoff ganhou os detalhes finais que resultaram no sabor que conhecemos hoje em dia”.
Fonte:http://blog-gostoso.blogspot.com.br/2006/06/strogonoff-da-rssia-para-o-mundo.html

Se comer é um sentimento, strogonoff para mim é casa, é conforto, é carinho porque me remete a deliciosos momentos que só agregam na minha vida. E o mais legal é que cada strogonoff leva o toque de quem faz. Daria para escrever um livro inteiro sobre.
O melhor é de tudo ainda é concluir que o valor das coisas realmente estão atreladas “ao evento” que produzem no conjunto de sensações. Comida tem este poder.

Comida que agrega e acaricia, e isso está longe do conceito gourmet imposto ao cotidiano, uma moda boba.  Eu arrisco dizer que, a comida confortável, é mais valiosa do que a identidade atribuída ao gourmet. O gourmet contemporâneo, não é personalizado como o evento criado com um despretensioso strogonoff, que sim é um veículo de aconchego, de sorrisos contentes; daquela dedicação em fazer o molho perfeito só pra te deixar mais feliz! E isso sim é um sentimento maravilhoso. Arrisque sair do gourmet do dia a dia e volte para a sala, com filme na TV e boa cia em torno do prato de strogonoff.

Sua receita clássica: 

  • 4 colheres (sopa) de manteiga
  • 1 quilo de carne em tiras finas (filé mignon, contra-filé ou, alcatra)
  • cebolas picadas
  • meia colher (sopa) de sal
  • 1 pitada de pimenta-do-reino
  • meia xícara (chá) de conhaque
  • 200 g de champignons em conserva fatiados
  • tomates , sem pele e sem semente, picados
  • 2 colheres (sopa) de catchup
  • 1 colher (sopa) de mostarda
  • 1 lata de creme de leite
  • Como fazer:
  • Em uma frigideira grande, derreta três colheres (sopa) da manteiga, e doure a carne, aos poucos, em fogo alto, para não juntar suco. Reserve a carne, coloque na frigideira a manteiga restante e refogue a cebola. Junte a carne, tempere com o sal e a pimenta-do-reino. Despeje o conhaque, deixe aquecer e incline levemente a frigideira para que o conhaque incendeie. Deixe flambar até acabar a chama e junte os champignons. Acrescente os tomates, o catchup e a mostarda e misture bem. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe por cerca de 5 minutos. Incorpore delicadamente o creme de Leite  e retire do fogo antes de ferver. Sirva a seguir com arroz branco e batata palha.

outubro 23, 2013

Pão para o aconchego cotidiano

 Há muito não posto receita de pão por aqui. Porém nesta fase de minha cozinha, estou muito envolvida com todos os tipos de massa!
Aulas de pães, pizzas e todo este mundo delicioso e cheiroso, me trouxeram de volta ao ritmo de preparar estas delicias.
Como eu sempre digo, pão é uma questão de “ritmo de produção”; quanto mais você faz, melhor fica. E não dá tanto trabalho assim como nossa preguiça nos faz acreditar.
Basta começar e ter os ingredientes no alcance.
Para quem não tem muita prática, separei uma receita legal e que dá um pão enorme! Quase uma focaccia...Dá para colocar no acabamento final um azeite de boa qualidade, alecrim, orégano, sal grosso; basta usar a criatividade!
Elaborando do jeitinho que está ai, não tem erro! Todo mundo acerta!
Fazer pão em casa, perfuma a cozinha, deixa nosso ambiente com ares de chamego e muda o astral de qualquer um. Dá para nossa casa uma “cara de lar”. Vale a pena investir um tempo para este carinho consigo mesmo.

Pão para” iniciantes”
Tempo de preparo: 1h e 20 min.

Ingredientes
  • 1/2 kg de farinha de trigo
  • 15 g de fermento biológico
  • 1/2 copo (tipo requeijão) de açúcar
  • 1/2 copo (tipo requeijão) de óleo
  • 2 copos de leite morno
  • 1 pitada de sal
  • 2 ovos
Modo de preparo
  1. Bater tudo no liquidificador, deixando a farinha por último (fica uma massa mole)
  2. Untar duas formas para pão e despejar a massa igualmente em cada forma
  3. Deixe crescer por quarenta minutos
  4. Pré-aqueça o forno por 15 minutos
  5. Asse os pães por 40 minutos


outubro 01, 2013

Receita de shimeiji, com pouco shoyu!

Prometi a uma grande amiga a receita de um shimeiji que costumo fazer, que é delicioso e uma boa pedida para comer acompanhado de um macarrão, arroz branco e até preparar uma base de risoto.
Super simples, rápido e delicioso. Basta ter os ingredientes em casa:
1 ou 2 bandejas de shimeiji
1/2 xícara de sake culinário
1 colher de sopa de manteiga sem sal
cebolinha fresca picada
gengibre ralado a gosto
sal a gosto
3 colheres de sopa de shoyu

Numa panela coloque a manteiga, o shimeiji e refogue rapidamente. Em seguida coloque o sake, o gengibre e o shoyu.
Espere cerca de 2 minutos, misture e coloque o sal e a cebolinha.
Sirva quentinho.
Para uma refeição rápida, costumo colocar esta produção sobre macarrão instantâneo e fica perfeito!